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Quinta-feira, 22 de Março de 2007

EPIDEMIAS, SERVIÇOS DE SAÚDE E ACTIVIDADE FÍSICA

O tema da aula de hoje foi muitíssimo variado e interessante. Começámos por distinguir incidência e prevalência. Quando se fala em incidência de uma determinada doença, referimo-nos ao número de casos novos dessa doença por determinado período de tempo na população em risco (com susceptibilidade de desenvolver a doença). Este conceito, inicialmente apenas utilizado nas doenças transmissíveis, foi também alargado às doenças não transmissíveis. Assim, a taxa de incidência consiste na velocidade a que essa doença se propaga na população.

Por sua vez, a prevalência é o conjunto dos casos antigos com os novos casos da doença.

Intimamente ligados a estas noções de incidência e prevalência, estão os conceitos de epidemia, pandemia e endemia. Pode dizer-se que estamos perante uma epidemia sempre que os casos de determinada doença excedem os valores esperados (zona ou corredor epidémico). Uma das formas de controlar epidemias são o estudo de anos anteriores e, a partir deles, a construção de gráficos com corredores endémicos. Por exemplo, a partir de informação relativa ao número de casos de pneumonia entre 1999 e 2003 pode obter-se um gráfico com corredores endémicos (ver figura acima indicada). Abaixo do percentil 25 estão os valores da Zona de Êxito, entre o P25 e o P50 é a Zona de Segurança, entre o P50 e o P75 é a Zona de Alerta e acima do P75 é a Zona Epidémica, em que se considera que estamos perante um surto epidémico. Por comparação com os resultados obtidos nestes 5 anos anteriores, podem avaliar-se os valores de 2004 e, assim, fazer um controlo epidémico. Tendo em conta que os valores de 2004 estão representados a preto, podemos concluir que, por exemplo, às 29 semanas do ano de 2004 os casos de pneumonia se encontram na zona de Êxito; às 8 semanas estamos numa situação de Segurança; às 2 e às 7 semanas o número de casos coincide com uma zona de Alerta. Os surtos epidémicos de pneumonia verificam-se entre as 9 e 11 semanas, entre as 15 e as 27 e entre as 35 e 45 semanas.

Consoante a sua projecção no tempo e no espaço distinguem-se os diferentes tipos de surtos. Uma epidemia é limitada no espaço e no tempo, como por exemplo, as gripes. No entanto, a muito falada gripe aviária (vírus H5N1), por ser limitada no tempo, mas ilimitada no espaço é uma pandemia (epidemia generalista). Por fim, doenças como a malária ou a cólera em Angola são endémicas, já que são limitadas no espaço e ilimitadas no tempo. Também a tuberculose em Portugal é uma doença endémica pois há sempre um número de casos residuais que persiste.

Uma das questões que tem ocupado a actualidade, tem sido as infecções nosocomiais, isto é, as infecções hospitalares. Há em cada hospital um sistema de recolha e informação de dados através de um registo continuado cujo principal objectivo é a vigilância epidemiológica. Estas infecções são registadas e distribuídas por pisos e serviços, grupos etários dos infectados e sexo. As infecções nosocomiais (com bactérias multiresistentes) não podem ser controladas, mas podem ser evitadas. Nesse sentido, deve haver um sistema de controlo e de isolamento de doentes. Esta sujeição dos serviços de saúde a um sistema de qualidade e controlo pode, entretanto, vir a ser tornada obrigatória de publicar, o que poderá exercer consequências de alarme na população de doentes, através da divulgação dos media.

No entanto, medidas como o isolamento de doentes infectados por bactérias multiresistentes tornam-se dispendiosos, por exemplo, uma cama da Unidade de Cuidados Intensivos, só em cuidados hoteleiros, custa 1250€/dia.

Os americanos, por exemplo, fecham hospitais, preferindo manter instituições muito mais pequenas, mais específicas e mais bem geridas, como centros de saúde muito bem equipados e unidades especializadas em cirurgia ou pediatria. Também os cuidados continuados são prestados aos doentes crónicos em unidades específicas.

A actividade física é qualquer movimento do corpo humano produzido pelos músculos esqueléticos, do qual resulta um gasto de energia. O exercício físico é um subconjunto da actividade física, é uma actividade planeada, estruturada, repetitiva e que tem como objectivo manter ou melhorar um ou mais aspectos da condição física (destreza, flexibilidade, rapidez, potência muscular).

A condição física é o conjunto de atributos que os indivíduos possuem. Desta forma, considera-se que ser fisicamente apto significa ter capacidade de efectuar as tarefas diárias com vigor e atenção sem sentir fadiga e com energia suficiente para gozar actividades de tempos livres ou enfrentar emergências inesperadas.

Enquanto que actividades físicas como subir as escadas implicam um gasto de 9 kcal/min, actividades como o jogging ou o futebol permitem gastar entre 7 a 10 kcal/min.  

“O desporto é o único meio de conservar no homem
 as qualidades do homem primitivo.”
Jean Giraudoux

 

publicado por Dreamfinder às 22:35

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